quarta-feira, 15 de junho de 2011

love thoughts.

Qualquer distância que nos separe,
que seja superior à de um abraço,
é fisicamente inquietante.



adoro-te.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vene cum me.

Pára. Olha-me para estas mãos. O que vês?
Eu? Eu não vejo nada, é sempre mais difícil olharmos para nós
mesmos. Mas nas tuas, eu vejo o mundo. Vejo hábeis
ferramentas, capazes de tudo construir, e tudo demolir.
Vejo um caminho por percorrer, uma estrada, uma trilha,
uma incógnita. Mas uma incógnita que quero descobrir,
ah como quero eu saber o que existe na outra ponta.
Um desafio, uma charada. Mas, oh!, como sou curioso...
Quero descobrir-te.

Deixa-me que te agarre as mãos.
Não tremas, não há o que temer. Eu estou aqui.
Deixa-me que te agarre as mãos.
Vamos juntos? Quero desvelar-te. A ti, e ao teu mundo.

Vamos. Juntos?
Vamos! Juntos.


Vem, Lídia.

Enlacemos uma vez mais as mãos, Lídia.
Porque passar como um rio (e é isso que se espera da vida)
e não trazer connosco senão a água que nós somos,
é como simplesmente não ter passado.

Amemos-nos intensamente. Juntos, um do outro,
com palavras, e carícias, e beijos, e abraços.
Pois, apesar de nobre, o querer não supera - nem atinge -
a grandiosidade do fazer.

Colhamos flores. Olha, toma. Pega nestas, e põe-nas
no colo. E mais uma em teu cabelo, para que este cheiro
intensifique este momento, em que cremos em tudo.
Pagãos conscientes da (e coniventes com a) decadência.

Ao menos, se eu for sombra antes de ti, que as tuas
lembranças sejam boas, ou más. Mas que sejam lembranças,
e que te invoquem sentimentos, por tanto nos termos amado.
Mais que crianças no agir, e menos no pensar.

E se antes do que eu levares o óbolo ao Barqueiro Sombrio,
Muito sofra eu, pelo tempo que passámos, e pelas saudades
que terei de ti. Ser-me-ás intensa, e inconstante.
Doce Pagã nua. Meu complemento.





terça-feira, 24 de maio de 2011

now.

Se eu morresse agora, eu morria feliz.
Mas neste momento, morrer é a penúltima coisa em que quero pensar.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

patheticus

patético (à)
(latim patheticus, -a, -um, do grego pathetikós, -é, -ón, capaz de emoção ou sentimento, cheio de sentimento)
adj.
1. Que move os afectos!. = tocante
2. Que suscita piedade, dó ou tristeza.
3. Que causa desdém por ser ridículo ou exagerado.
s. m.
4. O que comove, o que fala ao coração.
5. Sentimento.
6. Arte de comover.

(in priberam)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lenistwo

Hoje uma amiga tentou convencer-me dos benefícios da preguiça. Basicamente, segundo ela (que já parafraseia outras pessoas), a preguiça é a força que move o mundo. Todo avanço tecnológico, é fruto da nossa preguiça, e da nossa vontade em extingui-la. Contudo, para que qualquer coisa pudesse ser feita, era necessário que uma (ou várias) pessoa (s) movimentassem-se para poder criar.

E aqui reside a diferença entre mim e estes todos outros. Eles, apesar da preguiça, conseguiram mover-se.

Eu? Eu sou apenas a preguiça. Tão e somente.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Brief Thought.

Desculpa. Eu penso sempre que sou importante, porque a minha vida não existe sem mim,
E acabo por esquecer o quão insignificante eu sou para a vida alheia.