sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Pobres Devaneios de um Infeliz.

Obrigado por me castrares. Já poucos problemas tinha eu, quando chegaste aqui e disseste "Eu existo".


Já agora, o que são devaneios?

Uma questão de método.

Eu não sei escrever. Eu só penso. directo para o papel. ou ecrã. ugh.

1TB

Soy loco por ti, mio tera. Soy Loco por ti amor.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tittless

Eu perguntei-ei, a Deus do Céu ai: 'Por que tamanha-a judiação?'

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Neste momento, gostava de conseguir escrever.
Costuma fazer-me bem.
Mas não consigo. Por agora, só consigo doer.
É tudo que me sinto capaz de fazer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

5 minutos de ócio físico = a 10 minutos de actividade mental

Eu gostava de saber escrever.
A sério. Não te rias.
Fogo, para! Não gozes comigo, não gosto que gozem comigo.
Por que és tão má? Eu só queria aprender a escrever.
E por favor, não me digas que para isso basta encher um texto com vírgulas, que não é verdade.

Canta pra mim. Canta enquanto eu escrevo.

Tão doce a tua voz. Mas escrever, é mentira.
Não. Mentira é esta realidade. O trovador do real, a flertar com o imaginário.
Será sinal de que está a tornar-se num ser delirante?
Mal sinal, mal sinal.

Outro dia tive a ler Caeiro. Todo poemas deles na antologia que tenho do Pessoa.
Grande mestre teve o senhor Campos. Grande mestre espero eu querer ter.
Grande homem, com grandes ideias.
Aliás, não fosse já eu tão identificado com certos aspectos de Campos, e passaria a ter Caeiro no topo do meu pedestal.

Meu velho jovem. Sofista por natureza. E só o praticava porque assim é que era. Sua natureza. Amante das simplicidades, és autor dos mais complicados dos simples pensamentos existentes.
Mas ainda que sejam os mais complicados, não deixam de ser o que são, simples.
E esses velhadas ainda andam por aí, a dissecar a tua obra, a tua arte. Como se nela, estivesses a dizer algo mais do que o que é dito. Como se existisse algum mistério na coisa. Mas como tu mesmo nos ensinaste, o único mistério real das coisas, é que as coisas não têm mistério nenhum.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Uma vida Clichética.

Era o seu cliché favorito. Um homem, a chegar à casa cansado do trabalho, liga o seu toca-discos, põe o seu "Kind of Blues", e mete-o a tocar. Serve-se de um bocado de whisky (rasca, duas pedras de gelo), e acende o seu cigarro. Agora, ouve a música numa sala escura, cuja única iluminação são feixes de luzes que ultrapassam as persianas. É a cidade que vive, para ele é uma reflexão. Segura o cigarro entre o indicador e o dedo médio da mão direita, e o copo com os restantes dedos da mesma mão. Com a outra, agarra o seu rosto, receio de que se lhe caiam os pensamentos e a sanidade. Já não há nada que não lhe cause dor. Nem mesmo o simples fechar de olhos. A cada trago de whisky, a cada passa no cigarro, a cada suspiro, ressente o seu corpo a doer. Como se tivesse sido espancado. E fora, de facto. Ou melhor, metaforicamente. Fora espancado pela vida, como se não fosse nada. Espancado, como um animal indefeso. Mas parece que estava escrito. Parece que sempre fora malfadado a tal situação, e que por mais que tentasse, seria incapaz de se desenvencilhar de tal realidade.

Abre os olhos, e já não está no seu cliché. As luzes continuam apagadas e as persianas entreabertas. O cigarro está quase a queimar seus dedos, o gelo já se derreteu. A cabeça continua a lhe doer, e parece sentir-se ainda mais cansado. Encontrava-se agora na situação cliché com que tanto sonhara e esperara.

A seguir a mais um trago no whisky, questiona-se, se de facto ele não tinha escolha, ou se não ter escolha fora uma escolha dele.